Vencedores de leilão do 5G pagarão por interferência em parabólicas

O Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações anunciou que os vencedores do leilão das faixas destinadas à tecnologia 5G ficarão responsáveis pelos custos de soluções para interferências da chamada Banda C, utilizada por transmissoras de TV por satélite. Recentemente, operadoras e empresas firmaram um acordo para sinal 5G não interferir em transmissões de TV via parabólicas. Em troca, o governo vai leiloar não apenas 300 Mhz da banda de 3,5 GHz para o 5G, mas sim uma faixa de 400 Mhz. Com isso, o leilão brasileiro seria o maior do mundo.

De acordo com a portaria do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, pode ser criada uma entidade que ficará responsável em aplicar os recursos usados para tentar eliminar a possível interferência que o sinal 5G venha a criar em transmissões de TV por satélite, de maneira similar ao EAD da TV digital.

A portaria ainda deve usar os recursos para ampliar a abrangência da banda larga móvel em tecnologia 4G ou superior para áreas urbanas isoladas e aglomerados rurais com população superior a 600 habitantes. Além disso, é levantada a cobertura de parte de rodovias federais com banda larga móvel.

A portaria determina que a Anatel faça estudos referentes à disponibilização da Banda C, de maneira total ou parcial, para a prestação de serviços de telecomunicações com suporte à banda larga.

A portaria também confirma que as faixas destinadas ao 5G serão a de 700 MHz, 2,3 GHz, 3,5 GHz e 26 GHz. Segundo o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Marcos Pontes, a tecnologia deve ser implementada no Brasil apenas em 2022.