PMs decidem continuar motim no Ceará e Bolsonaro diz que Força Nacional deixará o Estado

Presidente disse que não irá renovar as operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) para o Estado com a retirada da Força Nacional, cobrando do governo cearense uma solução do caso.

Diante do impasse entre o Governo do Ceará e amotinados da Polícia Militar no Estado, o presidente da República, Jair Bolsonaro, declarou durante sua live de quinta-feira (27) que não irá renovar as operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) para o Estado com a retirada da Força Nacional, cobrando do governo cearense uma solução do caso.

“A gente espera que o governo resolva o problema da Polícia Militar do Ceará e bote um ponto final nessa questão”, disse o presidente, ao pedir que o governador Camilo Santana (PT) negocie com a PM do Estado.

Segundo Bolsonaro, a “GLO não é para ficar eternamente atendendo um ou mais governadores. GLO é uma questão emergencial”.

Enquanto isso, o motim dos policiais militares fez aumentar a incidência de crimes no Ceará. Pelo menos 170 pessoas foram assassinadas desde a quarta-feira, 19, até a segunda-feira de Carnaval.

Caos durante motim

Ceará registrou ao menos 170 assassinatos desde o início da paralisação de parte dos policiais militares, de acordo com o último balanço oficial da Secretaria da Segurança Pública do Ceará. O motim entrou nesta sexta-feira (28) no décimo primeiro dia. Três batalhões da PM continuam fechados no estado.

As manifestações foram consideradas ilegais pela Justiça do Ceará e são proibidas pela Constituição Federal, reforçada pelo Supremo Tribunal Federal, em entendimento de 2017. Ainda assim, policiais cruzaram os braços e deixaram de cumprir as atividades de segurança pública no Estado. Eles reinvincam melhorias em seus salários e plano de carreira.