A SpaceX está ganhando a corrida espacial via tentativa e erro

Elon Musk tem postado os progressos que a SpaceX faz no desenvolvimento da Starship, cuja versão atual, SN1 (ou Series Number 1) está sendo construída nas novas instalações da empresa perto da praia de Boca Chica, ao sul dos EUA (existe inclusive uma câmera transmitindo os trabalhos 24/7).

Essa atividade frenética tem um motivo: a NASAdeve começar em breve a escolher empresas e fechar contratos para os veículos que usará no Programa Artemis e nos pousos lunares. A SpaceX não quer apenas ter renderizações para mostrar: um voo real de uma nave estelar decolando, orbitando a Terra e pousando inteira e em segurança é bem melhor e mais persuasivo.

Mas nem bem começaram os testes com essa versão, a SN2 já começa a sair do papel.

A SN1 não deverá, porém, alcançar a órbita do planeta; segundo o CEO da SpaceX, “meu melhor palpite para o veículo de teste de voo orbital será a SN3, SN4 ou mesmo a SN5”, provavelmente em junho deste ano.

Sempre melhor que o anterior

Todas as iterações da Starship de 2016 a 2019, criação da artista finlandesa Kimi Talvitie. (FOnte: Twitter/ Kimi Talvitie/Reprodução)

Para entender o processo de trabalho da SpaceX, você precisa saber o que significa iteração (o processo pelo qual Elon Musk aperfeiçoa o design de suas naves). Grosso modo, é a repetição contínua de algo, sempre com alguma mudança. No caso da SpaceX, seu design se baseia em uma estratégia do tipo “errar até acertar”.

Esse modelo de trabalho explica o rápido avanço da SpaceX em relação aos concorrentes: ela faz seus veículos, os põe para voar o mais rapidamente possível, fazendo as correções necessárias já no projeto em andamento. A concorrência, por outro lado, só concretiza seus projetos depois de anos refinando-o. Enquanto na primeira há mais explosões, a segunda requer muito mais tempo e financiamento.